sexta-feira, 20 de maio de 2011

Profissionais pra quem?


RJ, 15 de maio de 2011

Estava eu refletindo sobre a atuação do assistente social no dia dele.Pairou-me pela cabeça algumas dúvidas: Nós somos profissionais pra quem? Qual a prioridade desta profissão? Que profissionais estão sendo formados? Que mercado vamos nos inserir, o mercado de trabalho ou o acadêmico(dói esse termo, mas é REAL!)? Em que intervimos para mudar esse quadro social que nos encontramos? Qual o programa que se tem feito para barrar as formações de educação a distência? O que fazemos nós no combate das práticas conservadoras dentro da profissão? Como não ser moralizante, psicologizante e naturalizante nessa sociedade? O que fazer com a tal pós- modernidade? O que colocar em pauta para romper com a estrutura vigente? O que? Por que? Como? Onde? Sabe, eu não tenho uma resposta ao menos para qualquer uma das perguntas.
Mas, acho que nós futuro assistentes sociais, como eu, os profissionaise toda a sociedade devemos LUTAR juntos por uma sociedade justa, igualitária, emancipada e transformada. Essa sim deve ser uma das bandeiras do assistente social, a bandeira por querer uma sociedade com transformação social. Findo, deixando vocês com uma reflexão, um trecho do poema "Uma razão a mais para ser anticapitalista" do Mauro Iasi:

"Nenhum sistema que não é capaz de abraçar com carinho a mulher que amo e acolher generosamente minha amada classe é digno de existir"

Licya de Sousa.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Relacionamentos...

De madrugada, sim é uma boa hora para refletir e eu sou notívaga, não gosto muito de dormir a noite, rs, eu ri, mas é sério! E me veio a cabeça sobre relacionamentos! Sim, relacionamentos! Tema complexo, tema chatinho... Mas, resolvi escrever sobre ele mesmo assim... Relacionamento é reciprocidade, é troca, troca de fluídos ou não, é compreensão, afetividade, é ver o defeito do outro e aceitá-lo, é repreender sem ferir, é amar sem magoar, é dor mesmo sem saber se vai receber, mas aí tem horas que você cansa, sabe?!? Por que só eu tenho que ligar em Natal, Ano Novo, Aniversário? Por que eu que tenho que ser a que mantém a relação? Aí, você se cansa! E agora, meu lema é esse: EU SÓ VOU GOSTAR DE QUEM GOSTA DE MIM! É egoísmo?!? NÃO! É amor próprio! Não corro mais atrás de ninguém, sou amiga, tento manter meus relacionamentos numa nice, mas pq só eu ligar? Só eu, só eu! Ah, não dá! Por isso mantenho meus velhos amigos de quando eu tinha meus 10/14 anos, somos cúmplices, parceiros, mantemos a relação, nos monitoramos, ligamos uns para os outros! Nos procuramos, vivemos o relacionamento no NÓS! E nã no EU! E quer saber? Eu sou de poucos e bons amigos! Não faço a menor questão de ter 500 amigos, 5 amigos fiéis e que se relacionem no nós comigo já está de bom tamanho!

Não quero dizer que não tenho amigos depois dessas idades que citei, tenho sim e os considero verdadeiros amigos! E porque esses que digo que são amigos, é porque mantém o relacionamento no mesmo jeito, no NÓS e não no EU!

Isso não é um desabafo e sim constatação de fatos!

Amigos verdadeiros e fieis, eu amo vocês!

É clichê, mas eu gosto: "amigos verdadeiros são como o sol, pode não aparecer, mas você sabe que ele está lá!" =)

Licya de Sousa!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Milícia é Máfia!


Estava eu em casa, pensando na atuação brilhante do grande Marcelo Freixo no combate as milícias. E esse rapaz que hoje tem sua vida ameaçada, vive cercado de seguranças, não tem mais uma vida comum, e por que? Porque combateu uma máfia, ele listou mais de 1000 nomes ligados a milícia, pediu a cassação de Álvaro Lins (conseguiu! justiça foi feita!). O que consiste em a milícia ser máfia? Porque ela tem faturamentos milionários, acharcando moradores de locais pobres, impondo aos moradores a compra de gás e água nas suas bancas, colocando "gatonet",ainda controlam a especulação imobiliária e o transporte público de vans, e "atropelam" sem dó nem piedade quem lhes atravessar o caminho. Esses grupos de paramilitares dizem que protegem a população da "bandidagem", dos traficantes, mas estes não seriam uns bandidos fardados (o que é pior ainda!)?!? E quando você diz isso, os mais reacionários dizem: é melhor ter a milícia, a ter o caveirão na porta! Eu penso, melhor ter nenhum dos dois, o sensato seria investir em uma polícia com inteligência! Milícia oprime, destrói a autoestima dos moradores de favela, é uma máfia tão articulada, que pra dar cabo, tem que "doar a própria vida". Tenho uma família reacionária, mas tento ser a gota, o grito mesmo que abafado, a favor de direitos humanos para todos, eu disse TODOS! E por isso eu apóio, panfleto mesmo pro Marcelo Freixo, ele apóia os Direitos Humanos! Não recebo nem um real para falar ou panfletar em prol do mesmo! Mas, tenho consciência crítica e sei que só combatendo o mal e a aflição dos oprimidos que venceremos!

http://www.youtube.com/watch?v=bAvQOGw92VE



quinta-feira, 10 de junho de 2010

Escrito nas Estrelas, Passione e o Trabalho Doméstico

Quando assistimos A Negação do Brasil, de Joelzito Araújo, temos a possibilidade de analisar a história das relações raciais na telenovela brasileira. É um filme essencial para quem não cai nas falácias da democracia racial, em que "mulatas" de Sargentelli ou Globelezas reproduzem fielmente o lugar de coisificação e exploração do corpo negro característico do racismo sexista do Brasil.

Dois grupos de esteriótipos racistas são explícitos no filme, que se dividem exatamente por questões de gênero: às mulheres negras, são destinados os papéis das "mammys" - a empregada "da família", gorda, generosa, profundamente dedicada a felicidade de seus "filhos" brancos e de seus "patrõezinhos"; a mexiqueira, papel sempre ridículo da jovem negra que fala errado e se mete na vida dos patrões, o núcleo principal - branco, obviamente; ou, na fase amadiana (Tieta, Gabriela, Teresa Baptista), a mulher sensual, "quente", maliciosa. Aos homens negros, o lugar do capataz, segurança, guarda-costas e, quando alçados à classe média, fiel escudeiro do protagonista branco.

Se o filme, A Negação do Brasil fosse atualizado, não mudariam os grupos de esteriótipos racistas. Encontraria um "Da Cor do Pecado", uma novela supostamente - ou melhor - mentirosamente - de protagonista negra, cujas personagens, Preta e Helena, não receberam do roteiro carga dramática para se destacarem realmente como protagonistas, além de serem devidamente deslocadas de sua comunidade negra, fosse ela familiar ou qualquer círculo de relações. Simplesmente eram negras sem amigos negros, longe de sua família negra.

Sabemos que a grande maioria das trabalhadoras domésticas são mulheres negras. Não há qualquer problema de ser esse também um papel assumido por atrizes negras. Mas aí há duas situações a serem observadas: que as atrizes negras, não obstante terem todo o preparo para assumirem qualquer papel, não tenham que ocupar apenas o papel da trabalhadora doméstica; e que o próprio papel da trabalhadora doméstica não seja construído em torno da ideia de "serviçal", sem vida própria, com falas que a ponham num lugar da "ignorância" ridícula.

Via de regra, as trabalhadoras domésticas da novela não têm família, dramas pessoais, questionamentos, uma história própria a desenvolver na trama. As mammys ganham relativo espaço quando a sua função é acalentar e carregar as dores de seus patraõzinhos; as ridículas, quando vão ao samba ou à gafieira mostrar como é divertida a vida do pobre.

Mas hoje temos, na telinha, duas honrosas exceções. Sim, temos uma trabalhadora doméstica protagonista, no papel da mocinha da novela das seis; e uma trabalhadora doméstica antagonista, no papel da vilã, na novela das nove. Impressionate. Elas ganham drama próprio, falas caprichadas, closes estudados de seus rostos, olhares, sorrisos. Curioso, que não erram palavras para os outros rirem e não vão ao samba, ao funk ou à gafieira. O detalhe fundamental: ambas são completamete brancas. Insistimos no "completamente" por serem, Natália Dill e Mariana Ximenes, exatamente o perfil branco - pele branca, cabelos lisíssimos, nariz afinadíssimos, olhos claros - tão caro a Globo e suas mocinhas e mocinhos.
No caso de Escrito nas Estrelas, há ainda algo mais irônico. A mocinha é moradora de favela, não tem estudos e vive buscando trabalho de viração para sobreviver. Bem, se formos construir esse perfil no Brasil perceberemos que, nessas condições, encontraremos majoritariamente mulheres negras. São as mulheres negras que ocupam a base da pirâmide social, com menos acesso aos seus direitos básicos; as trabalhadoras domésticas são, majoritariamente negras. Se a Globo se utiliza disso tão bem para confinar as atrizes e os atores negros em papéis estereotipados e pouco desenvolvidos, por que não terem escolhido uma jovem negra para fazer o papel de Vitória/Viviane?
Simples. Porque ela é protagonista de verdade. (não uma protagonista de faz de conta como foram Preta e Helena). Porque ela, a personagem, ocupa a trama principal, tem falas elaboradas (apesar de mal interpretadas), forma um triângulo amoroso com os dois personagens principais - o espírito Daniel e o seu pai encarnado. Porque ela terá direito a estudar, a seguir seus sonhos, a fazer parte - realmente - da família, através do casamento e da maternidade.
Por isso ela tinha de ser branca.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Coisas que não se resumem em 140 caracteres!

Estava um tanto parado, mas voltaremos a escrever!



Estava eu em minha casa, pensando em casamento. Casamento definido no dicionário é:
1. União solene entre duas pessoas de sexos diferentes, com legitimação religiosa e/ou civil; núpcias.
2. A cerimônia dessa união.
3. Fig. Aliança, união. (Dicionário Aurélio).

E aí euzinha aqui, penso e repenso a respeito de! Minhas concepções de casamento são muitas, lá vai algumas, é partilhar o mesmo espaço fisíco, o mesmo espaço pessoal, dividir contas, somar problemas, dividir tarefas (de casa ou não! rs), compartilhar sonhos, ter uma relação de reciprocidade, abandonar alguns conceitos tão seus, mas que pelo outro vale a pena, é um grande aprendizado, é com escalar montanhas, com altos e baixos peculiares, é ter que lavar, passar, cozinhar, ser linda e cheirosa depois de um dia intenso laborativo. São tantas coisas que cercam a palavra casamento, que tenho medos, receios, quando você se une a outra pessoa, você se "assemelha" a ela, aí você pensa, será que perdi a minha essência? Você olha e vê que não, é porque você ama tanto, que acaba por parecer com o outro de forma natural, sabe a é a tal da convivência.

E acho que essa é a palavra do casamento, é preciso saber conviver, parafraseando Roberto Carlos e Erasmo.

E quando nós nos casamos no sentindo literal e no figurado da palavra, a palavra chave, creio eu ser essa: CONVIVER! =)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Cuide bem do seu amor, seja quem for...

Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei,
nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas,
mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão.
O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião é dieta.
Fé, só na estética. Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo,sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz,
não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.
Não importa o outro, o coletivo.
Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas…
Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.
Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.
‘ Cuide bem do seu amor, seja ele quem for ‘

Herbert Viana

Extremamente importante este texto do Herbert!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O Senado Brasileiro em 2009

Venho acompanhando nos últimos meses uma batalha política no nosso senado federal, com discursos inflamados, articulações e argumentos de todos os tipos, de todas as formas. Não posso deixar, como ser político que sou, de me incomodar com tamanha força e pressão que se dá à luta para que o presidente do senado José Sarney renuncie ao cargo, não só de presidente da casa, mas também do papel de senador. Quero registrar ainda que não acho inteligente qualquer "luta cega", com poucos argumentos ou mesmo com atropelos sobre os fatos e principalmente sobre as instituições tão importantes para o país. Como muitos sabem sou uma legalista, me apego as leis, regimentos, estatutos, regulamentações e tantos outros instrumentos determinantes ao comportamento de seus atores. Por isso digo: Como dói ouvir coisas como "temos que defender ele porque se ele sair quem assume é um representante da direita", "é um movimento para atacar o governo Lula", "é a campanha de 2010 adiantada". Por outro lado, também me dói muito ouvir senadores mandarem o presidente do senado "ir pra casa", "largar tudo pra não ser marcado na história", "se fizessem um plebiscito o senado seria fechado". São defesas pequenas, sem conteúdo, que desrespeitam a ordem e a autonomia de diversas instituições públicas. Ora, não acho que tenho que defender o senador José Sarney, pois se há acusações, elas devem ser avaliadas, analisadas e as penas cabíveis aplicadas, ou não, por quem é de direito. Seja a comissão de ética do senado federal, seja o supremo tribunal federal, mas NUNCA a mídia, nunca os próprios senadores, que dessa forma atropelam processos e desqualificam o próprio ambiente de debate, a casa do senado. É triste ver os senadores digladiando-se em frente as câmeras, servindo de matéria para revistas e televisões que vibram com novos assuntos e gerando cada vez mais lucros. Destruíndo assim a imagem do senado. Dito isso faço aqui uma defesa, pra mim, das mais justas! É preciso DEFENDER A INSTITUIÇÃO SENADO FEDERAL, este sim deve permanecer vivo, ativo e elevado para defender interesses do país. Não posso defender Sarney, mas também não posso gritar "fora Sarney" para atender interesses que de forma nenhuma representam a defesa da instituição ou da nação. São estes forjados num ambiente obscuro, falam por interesses dos mais negativos para o Brasil e para o seu povo, posando como senhores da ética. Se tenho que defender alguma coisa é a agilidade no julgamento dos processos. Se querem retirar o presidente do Senado que utilizem as vias democráticas, tão importantes para todos nós! Que votem no senado a cassação do "alvo" de momento, mas não cansem o povo e sucateiem nossas instituições, pois elas ficarão, os que utilizam de meios nocivos jogando contra o melhor funcionamento da democracia, estes sim vão embora um dia, pelo povo, que irá se libertar das correntes da mídia e elevarão o nível de consciência, por entender que mais importante que comprar matérias jornalísticas "da moda" está o fortalecimento dessas instituições para o progresso do país e dos próprios brasileiros.
Grande beijo!
By Midiguiduga

domingo, 31 de maio de 2009

A necessidade de se criar um novo símbolo


Depois de tanto tempo Che Guevara ainda é um símbolo de garra e resistência, de luta pela liberdade dos povos do mundo. Quem tem a oportunidade de ler algo sobre este camarada perceberá em suas palavras uma vontade enorme em lutar contra as desigualdades marcadas pelo regime capitalista. De fato, inspirador para muitos. Ainda assim, odiado pelos governos dos EUA durante toda história até agora. Como incomoda esse lutador! É um símbolo de luta contra o capitalismo, mesmo assim, vende mais camisetas que qualquer outro ser humano na Terra! Contradições a parte, o meu texto vem trazer um debate sobre o símbolo que alguns personagens históricos carregam e que movem pessoas pelo planeta. Como disse, Che é um deles, Ghandi outro, em escala menor o Presidente Lula para os brasileiros. São fenômenos! Estão acima de qualquer suspeita, queiram ou não queiram os insatisfeitos com seus pensamentos.Os Estados Unidos da América está criando o seu. Percebem quanto é forte a "marca" Barack Obama? Até mesmo a África se rende ao novo símbolo de força e luta do planeta. Força e Luta. Camisetas com a cara do Obama espalhadas no mundo inteiro. Praticamente um salvador! Isso me faz lembrar Guevara. Seu símbolo, sua imagem e o que ela representa. Conseguiram criar o símbolo para contrapor o companheiro revolucionário, sendo este agora defensor do Capitalismo moderno, seja lá o que isso queira significar. Humanizar o capitalismo é um sonho de falsos revolucionários. Acreditar num estado de bem estar social, onde o "bem estar" só funciona quando o mercado financeiro e a NASDAQ funcionam é pura ilusão.É preciso sempre entender essas mudanças, apenas como M-U-D-A-N-Ç-A-S e não como o fim do processo e do sistema atual, a crise não acabou com o capitalismo. Adaptar-se e acomodar-se ao sistema é sucumbir aos encantos do mesmo. É preciso deixar claro sempre, que pra revolucionar, convencer pessoas, temos que estar acordados e nunca satisfeitos com o que estamos vendo, o que nos fará satisfeito será alcançar o objetivo, que é derrotar o atual sistema e erguer novos valores, num modelo socialista. As atuais mudanças são parte de um processo, um sintoma de desaceleração de crenças num fantasma de mãos invisíveis chamado capitalismo. A partir deste processo é necessário pensar mais, se preparar melhor para os novos lances nas peças do xadrez deste imenso tabuleiro político e ideológico. O sistema não é perfeito, que novidade! Já se falava disso há mais de um século. Vou seguindo o jargão "a luta continua!". Sem medo do jargão ou de rótulos. É bom ser rotulado por algo verdadeiro, rotulado por algo que você é e não por algo que alguns fingem ser. Barack Obama pode não ter sido pretensioso na massificação da sua imagem como símbolo de uma nação e um sistema, mas com certeza os pensadores estadunidenses percebem isso e alimentam esse novo fenômeno mundial. Finalmente parece que os EUA encontraram um adversário para Che Guevara, mesmo com tanto atraso. Nos resta saber se o símbolo será realmente lembrando pelo povo, pois, pra isso é necessário mais que propaganda maciça, é fundamental que o Homem tenha atitudes que façam o povo amá-lo, assim com é o argentino Ernesto "Che" Guevara.
By Midiguiduga

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Ufanismo tolo

O presidente americano, Barack Obama, disse que o presidente Lula “é o cara”, na cúpula do G20, em Londres. E continuou: “É o político mais popular da Terra. Por que é boa pinta”.
A continuação destrói a credibilidade do cumprimento. Lula pode ser considerado qualquer coisa, jamais boa pinta.
Mais tarde, nosso presidente disse que as palavras do colega podem ser “uma brincadeira ou uma gentileza”. Aparentemente, nem o próprio Lula levou a piada a sério.
Mas uma onda de ufanismo tolo varreu parte do Brasil. Como se o comentário devesse nos encher de orgulho. É recalque de certa parcela da população, que precisa de reconhecimento externo para se sentir valorizada. Os que não se deslumbram com o pseudoelogio são acusados de preconceituosos.
A declaração foi simpática, Lula faz sucesso no exterior, tem indiscutível carisma e uma vitoriosa história de vida. Daí a considerar que o gracejo de Obama é um atestado de importância ou competência vai grande distância.
Afinal, que “cara” é esse? É o Lula da marolinha, do mensalão? O populista que promete 1 milhão de casas sem dizer quando e como? O presidente da desaceleração industrial e da alta do desemprego?
A lista é interminável. A popularidade de Lula é alta no exterior, onde só conhecem a sua biografia. E está em queda no Brasil.
O jornal americano New York Times disse que Lula é o “presidente teflon”. Ou seja, “não aderente”. Desde o início, seu governo é marcado por escândalos. Mas ele tem conseguido não ser respingado pela lama que o cerca. O equilibrismo de Lula é que poderia ser motivo de vanglória.
By Midiguiduga

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Parafraseando Jabour, crescer DÓI!

Isso mesmo crescer é dolorido! Vamos lá, quando crianças, temos a tarefa a "árdua" tarefa de aprender o novo , mas, ser criança também dói, porque o crescimento fisíco, as mudanças no corpo também doem, então vimos que crescer dói desde a infância, mas, não é desse crescimento que estou falando... Falarei do crescimento como ser humano, temos a adolescência em que precisamos fazer cursos(porque se não nos perdemos no tempo, =/.), e dos mais variados, com 13/14 anos estamos entrando em escolas técnicas (no meu caso e da Mari) e tendo que escolher uma profissão, aos 17 vem o vestibular (tensão a flor da pele!).
E aos 18 vem a entrada no mercado de trabalho, e se você não tiver se preparado na adolescência bem, você conseguirá sabe o quê? Subempregos, isso empregos com salários baixos, alta jornada de trabalho, sendo submetido a quase uma escravatura (peguei pesado?!? não meus caros, é só o real.).
Aí vem a entrada na Universidade (para poucos, porque a maioria da nossa população não tem acesso aos bancos da academia.), e vem a formatura, e dentro da gadruação, você também tem de ir se preparando para se inserir no mercado de trabalho (fazer pesquisas, comer livros, apostilas, o que for para seu crescimento como profissional), aí vem a pós, o mestrado, doutorado e pós doutorado (quando não ficamos estagnados e paramos só na graduação.), às vezes a nossa estagnação não é por vontade própria, mas, por circunstâncias que a vida nos impôe, como casar, ter uma casa e ter filhos (isso dá uma parada em nossas aspirações acadêmicas e profissionais.), mas te digo o lance é não se deixar abater e parar por conta dessas coisas... Casamento encare como benção de Deus, e o seu lar como aliado para prosseguir, mesmo que eles te deêm uma pausa! Mas, eu digo com todas as letras, crescer DÓI e dói demais, porque são transformações na personalidade, caráter, na vida, no jeito que você a encara... E te digo mais, essa dor por mais que ela te apavore e te faça sofrer, ela te fará o ser melhor, e grito para vocês bem alto: NÃO HÁ DOR MELHOR QUE A DO CRESCIMENTO!

By Ly- Delycious

sábado, 28 de março de 2009

Ser adulto (Arnaldo Jabor)

Achei muito bom e auto-reflexivo esse texto e resolvi compartilhar. Jabor sabe muito bem, com maestria, expressar a filosofia do viver e vive bem dentro da nossa realidade. Seja qual for o tema das suas crônicas, ele defende e argumenta de forma inquestionável.

Espero que gostem!

Midiguiduga


"Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim.

Como tudo na vida.

Detesto quando escuto aquela conversa:

- Ah,terminei o namoro...

- Nossa,quanto tempo?

- Cinco anos...Mas não deu certo...acabou

- É, não deu...?

Claro que deu!

Deu certo durante cinco anos, só que acabou.

E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.

Não acredito em pessoas que se complementam.

Acredito em pessoas que se somam.

Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?

E não temos esta coisa completa.

Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.

Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.

Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.

Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.

Tudo nós não temos.

Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.

Pele é um bicho traiçoeiro.

Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.

E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...

Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate...se joga...senão bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta.

Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.

O outro tem o direito de não te querer.

Não lute, não ligue, não dê pití.

Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.

Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.

O ser humano não é absoluto.

Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.

Nada de drama.

Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?

O legal é alguém que está com você por você.

E vice versa.

Não fique com alguém por dó também.

Ou por medo da solidão.

Nascemos sós.

Morremos sós.

Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.

E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.

Tem gente que pula de um romance para o outro.

Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?

Gostar dói.

Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.

Faz parte.

Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.

E nem sempre as coisas saem como você quer...

A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.

Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.

Se não quer se envolver, namore uma planta.

É mais previsível.

Na vida e no amor, não temos garantias.

E nem todo sexo bom é para namorar.

Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.

Nem todo beijo é para romancear.

Nem todo sexo bom é para descartar.

Ou se apaixonar. Ou se culpar.

Enfim... quem disse que ser adulto é fácil?"

quarta-feira, 4 de março de 2009

Sobre o IDH

Um domingão é aquele dia que convida para um almoço em família e ficar esparramado no sofá assistindo DVD ou TV.

Pois bem, há pouco eu via ao Fantástico (hã...isto mesmo, vendo o Fantástico sem falso moralismo!) e assisti uma interessante reportagem sobre os municípios com piores IDH´s ( Índice de Desenvolvimento Humano) no Brasil.

A situação beira o colapso total, onde pessoas recebem R$ 40,00 de salário mensal e geram filhos em busca do auxílio-maternidade de R$ 1.500,00 como "moeda de troca" para adquirir bens como fogão e antena parabólica, segundo relatos dos próprios moradores.

Por outro lado, a maioria dos habitantes recebem o Bolsa Família, o que garante o mínimo de renda para sobrevivência e acesso a itens básicos como alimentação.

Sendo assim chegamos a um ponto contraditório dos auxílios oferecidos pelo Governo, onde medidas paliativas e políticas afirmativas podem gerar uma dependência e perder o seu real papel AFIRMATIVO.

Porém antes de dar margem a qualquer discurso de que os auxílios do Governo Federal são medidas de caráter meramente populistas e eleitoreiras, podemos afirmar com muita segurança que a emergência da situação de milhões de brasileiros como os moradores de Manari exige a existência de auxílios como o Bolsa Família para garantir um mínimo de dignidade e servir como medida paliativa a CURTO PRAZO.

Mas ao mesmo tempo vemos um outro tipo de auxílio - o auxílio-maternidade para moradores de Zona Rural - estimular a geração de crianças como "fonte de renda" em vez de focar as ações que promovam o PLANEJAMENTO FAMILIAR.

O nosso papel de cidadão deve ser o de fiscalizar e cobrar do Governo medidas que promovam o desenvolvimento local, como o Projeto Territórios da Cidadania (http://www.territoriosdacidadania.gov.br) e fazer uma crítica responsável sobre as políticas afirmativas para colaborarmos com o desenvolvimento das mesmas em vez de acabarmos com estas ações tão importantes para milhões e milhões de brasileiros que parecem estar tão distantes da nossa realidade, mas estão tão próximos que chega a chocar.

By Midiguiduga

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Não é?

Começou o "Big Brother Brasil". Daqui a pouco chega o Carnaval. Vou relaxar um pouco. Curtir uma praia, andar de bicicleta, me divertir. Dedicar um tempo maior a minha família e deixar essa angústia de lado. Quero viver um pouco como cidadã alienada. A alienação é um bálsamo.Pra que se preocupar? Ninguém quer mudar nada. Fico aqui pagando de chata, reclamando, me indispondo, insistindo em assuntos recorrentes. Chega. Preciso recarregar as baterias para voltar à ativa quando nossos parlamentares retornarem de suas merecidas férias. O prefeito está agindo bem, dando um choque de ordem no município, não é? O Bope tomou a Cidade de Deus, o Dona Marta parece estar livre do tráfico. As coisas estão andando, não é?

Vou manter o exercício central da minha mente concentrado em bons livros, boas peças de teatro, assistindo alguns shows internacionais e nacionais que passarão pela cidade maravilhosa. Tem ótimos filmes em cartaz no cinema.

Vou abandonar os noticiários. Assistir um pouco de TV e me colocar a par dos acontecimentos realmente importantes. Cansei de não saber o que se passa na novela das oito ou quem são os participantes do BBB, acabo que fico excluída dos assuntos. Vou deixar o Gilmar Mendes em paz. Que ele abra logo a porta da cadeia e liberte todos os poderosos corruptos desse País, afinal de contas, as leis permitem essa iniciativas, não é?

Não quero nem saber qual vereador está envolvido com milícia, qual deputado está colaborando com o tráfico, qual senador assumirá a presidência da casa nesse joguinho de cartas marcadas. Tá tudo comprado, não é? Pra que me preocupar?
By Midiguiduga

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Presos em uma câmara de vácuo!

Um dos efeitos negativos da solidão é justamente a sensação de ausência, de vacuidade da vida, de inquietação interior. Isso foi bem capitado por Graciliano Ramos, no seu poema "Solidão": "As janelas estão fechadas. Meia Noite. Nenhum rumor na casa deserta. Levanto-me, procuro uma vela, que a luz vai apagar-se. Não tenho sono. Deitar-me, rolar no chão até a madrugada, é uma tortura. Prefiro ficar sentado, concluindo isto. Amanhã não terei com que me entreter. (...) É horrível! Se aparecesse alguém... Estão todos dormindo. Se ao menos a criança chorasse... Nem sequer tenho amizade a meu filho. Que miséria! (...) e vou ficar aqui, as escuras, até não sei que hora, até que, morto de fadiga, encoste a cabeça à mesa, e descanse uns minutos."
Se der uma olhadinha no dicionário, vai ver que vácuo é algo que não tem nada, oco, despejado, vazio, espaço imaginário ou real, não ocupado por coisa alguma, e que ausência é agastamento, falta, carência, inexistência. As pessoas atualmente são excessivamente ausentes e "empacotadas a vácuo", solitárias.
Todos já nos sentimos sós. Já experimentamos e vamos continuar vivenciando a solidão em momentos de nossas vidas. Não negamos isso. Nos sentimos sós pela perda de um ente querido (e como isso dói, mas, graças a Deus, porque somos seres humanos), ainda que essa pessoa só "morra" para nós e não para os outros; por traições que sofremos, pela perda de um emprego, por não conseguirmos realizar o que idealizávamos (e é síndrome dos "sonhos frustrados") porque sucumbimos a vício ou a uma doença, e, principalmente, quando somos agentes e alvos dos "destituidores" de esperanças. Morre a esperança, morre o homem. Instala-se a solidão (vácuo e ausência). Com isso, cresce uma das maiores religiões da atualidade: a religião dos "Lexotans", dos Diasepans", dos "Prozacs" e tantos outros antidepressivos que você possa imaginar (Nada contra ao uso de remédios, se for realmente necessário, use, porém com cuidado: ele pode estar falsificado!). A angústia, o terror, a solidão da sociedade e a sociedade da solidão. Esse senso de vazio na alma, de abandono, de falta de propostas que dão sentido ao ato de viver, consome muita gente atualmente. é uma oportunidade também (vamos refletir), para perceber que muito da proposta cristã da atualidade, destituída que está de uma identidade pautada nos princípios das Escrituras, tem jogado muitas igrejas, e muitos jovens Cristãos num "vácuo espiritual", num " buraco negro" ( e você saber que a própria luz não consegue escapar da ação dessa estrutura cosmológica). Talvez seja por isso que muitos templos e muitos cultos têm se tornado em verdadeiras "Catedrais da Solidão" a "Eclesiologia da Angústia".
Agora, a Bíblia também é um livro da solidão. Se pensarmos em Jacó, usurpador de si próprio; na de Moisés, que muitas vezes teve a sensação de ter só o deserto por companhia, mais muito mais, encarnou sobre si a solidão, a angústia, e as crises de todo um povo, a solidão daqueles que se fizeram voz profética, seja Elias na caverna, Jonas no ventre do grande peixe, Isaías no palácio real, Ezequiel em um "vale de ossos secos", Daniel com os leões, e daí por diante. Até mesmo Jesus, que teve a coragem para pedir ao Pai que afastasse dele o cálice (Marcos14.33-36), num momento de solidão e angústia tremenda (Marcos 14.33-34). Mas, muito mais do que da solidão, a Bíblia é um livro que trás presença à ausência. Traz Deus até nós, e nós até Ele. Por terem toda essa percepção, os homens citados acima venceram alguns "vácuos" pelos quais passaram.
O Salmo 16.11 afirma que na presença de Deus há plenitude de alegria. Jesus disse que estaria conosco todos os dias até a consumação dos séculos (Mateus 28.20). Isso significa todos os dias mesmo! (a palavra grega é Heméra, que quer dizer diariamente) e consumação dos séculos" (no grego suteleías tou aiônos) não é algo somente direcionado para o futuro, para a eternidade, mas é para este mundo também, para esta vida presente. É para sua existência. Vale dizer que Cristo se faz presente em sua ausência, em sua solidão, alimentando-o nos seus momentos de angústia e restaurando os seus propósitos e suas aspirações. Já dizia Rubem Alves: "Vale a pena suportar a dor da ausência pela alegria do reencontro". Contextualizando, diria que vale a pena passar e suportar a solidão pautado e substanciado em Cristo Jesus para ter sempre um reencontro com Deus e consigo mesmo (seus valores e ideais), e daí fica fácil perceber que a solidão não tornará o vazio, existencialmente falido.
Deus te abençoe!

By Midiguiduga

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Assunto do momento:

Não, não estou falando das forte chuvas que atingiram Santa Catarina e dos ladrões de donativos, que roubam muito mais do que alimentos e roupas, roubam também o ânimo das pessoas que estão colaborando com as vítimas das enchentes catarinenses.

Também não falarei aqui da ida do Ronaldinho Fenômeno para o Corinthians, que chegou a declarar que o rubro-negro era seu time do coração e que seria seu clube no Brasil, mas acabou frustando grande parte da torcida que esperava vê-lo no time carioca.

Volto minhas atenções pras razões que, no meu ponto de vista, possivelmente façam com que a maioria das mazelas do mundo aconteçam. E o problema é justamente outro, que não a violência e a degradação social, pois essas coisas são simplesmente a consequência de um mundo desigual, esse é o fato, que me rebatam com argumentos "superiores".

O mundo está parando. Isso mesmo. Não fisicamente, não é que o globo terrestre está parando de rodar. Falo do mundo econômico. Essa crise que tanto se fala surge de falsas perspectivas, de uma manipulação do mercado sobre as pessoas. É o capitalismo manipulando a humanidade. E olhe que fez um bom trabalho, por um bom tempo, mas acabou. Pelo menos pelos próximos anos essa ferida no capitalismo será lembrada e seu formato nunca mais será comemorado como um modelo exemplar, imbatível.

Pra entender a crise é preciso que se diga: O mercado enganou o povo, prometeu muito crédito, mentiu dizendo que o sistema era infalível, dando credibilidade à instituições bancárias que lucraram bilhões de dólares na bolsa de valores por fazer com que as pessoas acreditassem nisso. Mas os valores subiram demais, e a exigência dos compradores também. Sustentar essa lógica me parece impossível. O resultado é que ao estimular sonhos e mais sonhos com créditos intermináveis os bancos "quebraram suas próprias pernas", pois o sonho do consumo passou e chegou em seguida o pesadelo das dívidas sem perspectivas de pagamento. O povo, ainda neste momento, pensava que estava tudo tranquilo, que o mercado era forte o suficiente. Acreditou na palavra do mercado, de sua especulação, de sua força e o resultado é esse, o fundo do poço, o pote de ouro vazio!

E onde fica o desespero? Fica na indústria, no comércio, no dia-a-dia das pessoas. Pois é neste momento, onde não há mais crédito nos bancos que o comércio pára ou diminui drasticamente as suas compras de materiais, logo, reduz sua mercadoria, logo as pessoas compram menos pois há menos no comércio e assim, sem comprar, não há demanda para que seja fabricada a mercadoria. As indústrias enlouquecem, pensam logo: pra manter os empregados e pagar gastos e dívidas de sempre é simples vamos pedir crédito nos bancos. Ops, mas peraí? Quem disse que os bancos, agora quebrados, vão emprestar algo que não têm? Pronto! Está fechado o ciclo, não há saídas pro capitalismo especulativo. O sonho acabou!

Bem, tentei explicar um pouco a crise, pois muita gente se pergunta ainda o que elas tem a ver com isso. Ta aí a crise instalada e nós consumidores temos "culpa no cartório". Agora toda crítica que os neoliberais faziam sobre o Estado nacional bancar instituições públicas, garantir que o Estado tenha controle moderado sobre a economia, foram por água abaixo!

Pros neoliberais é o fim do mundo. Devem estar pensando: "Eita que os marxistas estão vibrando, fazendo festa". Certo e errado, pois, sim! Estamos vibrando, mas não estamos fazendo festa porque festa é caro e o mundo tá sem dinheiro.

Vou nessa que já escrevi demais! Beijão pra todos!!!

By Midiguiduga

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Que cenário é esse?!?

Eu tenho o hábito de observar as pessoas (acredito que todos tenham, mas o meu é muito enraizado, eu olho mesmo, observo, faço críticas internas, elogios e por aí vai...) Eu outro dia parecia estar em um circo de horrores, estava no ponto de ônibus(fazer o que, né?), vi umas cenas bizarras, vou citar a mais bizarra: um casal e um neném, o homem se gabando pra sua mulher que era o pegador e que a mulher que ele encontrou na rua, ele já tinha "comido" (foi essa a expressão) várias vezes, a mulher vira eu vi, ela esfregou na sua cara na minha frente, eu só não dei umas porradas nela por que eu estava com o neném. E a mulher era bem vulgar mesmo, o homem com um estilo malandro (palavreados e trejeitos). E o neném começou a chorar imerso aquela discussão, a mãe simplesmente tirou os seios e deu de mamar ao filho, sem o menor pudor e cuidado. Aí, pairou questionamentos na minha mente: como será o ambiente em que aquela criança será criado? será que aquela mulher não leva umas "porradas" do marido? (Essa eu desconfio que sim, poi ela estava toda marcada.) será que aquele homem não se insere no meio de drogas ou de algo do genêro para fazer tal coisa com sua companheira? E por fim: onde vamos parar com a banalização do sexo? por que hoje no século XXI ainda existem tantas pessoas com DST's e tendo filhos indesejadamente? Enfim... Eu fico com meus questionamentos! Será que alguém me ajuda? Ah, eu estou quase tomando a pílula da nulidade de Matrix! E fazer os problemas invísiveis para mim! Até mais...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Estereótipos... Estigmas... Rótulos...

Esse tema é um tanto sensível e polêmico, estava conversando com um amigo, quando me disse que no Rio de Janeiro se produz babacas em série, aí eu me questiono: isso não seria um tipo de estereótipo criado em cima dos cariocas? Se assim fosse, diria que na Paraíba a mulher nasce prostituta, que na Bahia são todos os preguiçosos, que em São Francisco (EUA) as crianças já nascem homossexuais, ou que em São Paulo tem uma concentração enorme de gente esnobe!?! E eu parei e pensei, para que serve estereótipos,estigmas e rótulos?!? Nada mais que para segregar! Eu não sou obrigada a concordar com tudo o que as pessoas dizem, então não engulo muito esse lance de rotular as pessoas por onde vivem, pelo que consomem, pelo que fazem ou deixam de fazer! Como a Ivy me disse: não criemos estigmas! Então digo a vocês, deixemos de lado esse lance de rótulos, estereótipos, estigmas! Sejamos libertos! Sejamos livres em pensamento... Não nos amarremos a coisas tão pequenas, que é rotular as pessoas! Abraços...